No século XXI e ainda partos não humanizados...
Pela primeira vez, na minha segunda gestação, fiz aulas de preparação para o parto. Que o que de mais proveito tirei, foi o controle da respiração.
Assim que comecei as aulas, senti no discurso da parteira, que haveria em consideração a Mãe, do que ela iria precisar enquanto ser humano que estava a trazer outro ser humano ao Mundo, e enquanto puérpera.
Negativo.
Além de às 37 semanas, a minha obstetra já ter em consideração provocar-me o parto, o que me deixou simplesmente desiludida e assustada.
Como é que se decide trazer uma criança, interromper aquilo que é a sua preparação para o mundo, e no qual, como é conhecimento de todos, existem 40 semanas de gestação. Podendo chegar às 42.
Simplesmente se sentirem no direito de provocar um nascimento, sem consentimento da gestante e sem respeitar o recém-nascido. No meu caso, apercebi-me do desejo da obstetra e disse-lhe que não queria provocar.
Mas ao que já tinha mexido no meu útero, certamente contribui para uma antecipação do dia de nascimento do meu filho, e como é óbvio, mexeu muito emocionalmente comigo.
Fiquei assustada com os propósitos deste tipo de abordagem, e ansiosa com que poderia acontecer.
Resumidamente, na hora de ter o meu filho, nenhuma anestesia (epidural ou outras tantas que me tentaram dar), nada funcionou. Estive 5 horas em dor permanente. Foi um sofrimento maior, porque eu tinha escolhido parto sem dor (epidural). E eu já tinha tido um filho antes e correu lindamente.
Eu sofri, o meu bebé sofreu e o meu marido sofreu.
Mas ok, chegaram os 10 dedos de dilatação e eis os melhores 5 minutos naquele dia... Foi lindo ver-te nascer meu filho. Porque naquele instante nasceu um Pai e uma nova Mãe.
O que ainda havia para vir... e nós nem imaginávamos...
Á noite acordei sem sentir pernas, com dores fortíssimas no sacro... e o meu bebé tinha apanhado uma infeção. Mais 7 dias hospitalizados.
No caso do meu pequeno fofinho, portou-se lindamente, foi uma luz e um amor nesta tempestade.
Eu, tinha um traumatismo e uma inflamação que fazia uma almofada nas minhas costas...
Estive com dores permanentes; não conseguia andar; mas tinha de tratar do meu bebé e amamentá-lo; os medicamentos para dor e inflamação, o meu corpo rejeitava...
"É normal... foi parto normal, e o seu estado é normal"
Fui para casa, e um mês passou... e nada.
Quero dizer-vos, que hoje, ando, faço a minha vida normal, mas com dores e ainda sem diagnóstico certo (o meu bebé tem 5 meses). Para chegar aqui, fui eu que tive de ir atrás de fisioterapia, terapias alternativas, consultas de osteopatia... E a aguardar a Reumatolgia da nossa saúde para me fazerem exames e ter diagnóstico. Mas já estive mais longe 🙏
O que quero passar nesta mensagem, foi o quanto me senti violentada emocionalmente no hospital onde estive, e pelos profissionais de saúde que passaram por mim.
Vi que nós mulheres, no século XXI, ainda somos tratadas como tubos de ensaio. Não há humanização nas entidades e nos profissionais de saúde (quero salvaguardar exceções, e 2 ou 3 anjos ainda apanhei no caminho, das quais sou inteiramente grata).
Perdi a confiança, fiquei revoltada, desiludida... e assustada.
Afinal ainda certamente irei precisar de cuidados, os meus filhos, o meu marido, os meus pais, a minha irmã... acima de tudo outras Mulheres que querem ser Mães.
Mães, que se sentiram desta forma e pior, peço-vos perdão por terem de passar por isto, quando deveria ser considerado uma benção e um previlégio para quem faz nascer um bebé.
Assim, deixo uma sugestão, que eu certamente já não irei seguir.
Sejam consultadas, seguidas e amparadas por Doulas.
Informem-se e tenham momentos mais felizes.👇
https://www.redeportuguesadedoulas.com/o-que-eacute-uma-doula.html
Negativo.
Além de às 37 semanas, a minha obstetra já ter em consideração provocar-me o parto, o que me deixou simplesmente desiludida e assustada.
Como é que se decide trazer uma criança, interromper aquilo que é a sua preparação para o mundo, e no qual, como é conhecimento de todos, existem 40 semanas de gestação. Podendo chegar às 42.
Simplesmente se sentirem no direito de provocar um nascimento, sem consentimento da gestante e sem respeitar o recém-nascido. No meu caso, apercebi-me do desejo da obstetra e disse-lhe que não queria provocar.
Mas ao que já tinha mexido no meu útero, certamente contribui para uma antecipação do dia de nascimento do meu filho, e como é óbvio, mexeu muito emocionalmente comigo.
Fiquei assustada com os propósitos deste tipo de abordagem, e ansiosa com que poderia acontecer.
Resumidamente, na hora de ter o meu filho, nenhuma anestesia (epidural ou outras tantas que me tentaram dar), nada funcionou. Estive 5 horas em dor permanente. Foi um sofrimento maior, porque eu tinha escolhido parto sem dor (epidural). E eu já tinha tido um filho antes e correu lindamente.
Eu sofri, o meu bebé sofreu e o meu marido sofreu.
Mas ok, chegaram os 10 dedos de dilatação e eis os melhores 5 minutos naquele dia... Foi lindo ver-te nascer meu filho. Porque naquele instante nasceu um Pai e uma nova Mãe.
O que ainda havia para vir... e nós nem imaginávamos...
Á noite acordei sem sentir pernas, com dores fortíssimas no sacro... e o meu bebé tinha apanhado uma infeção. Mais 7 dias hospitalizados.
No caso do meu pequeno fofinho, portou-se lindamente, foi uma luz e um amor nesta tempestade.
Eu, tinha um traumatismo e uma inflamação que fazia uma almofada nas minhas costas...
Estive com dores permanentes; não conseguia andar; mas tinha de tratar do meu bebé e amamentá-lo; os medicamentos para dor e inflamação, o meu corpo rejeitava...
"É normal... foi parto normal, e o seu estado é normal"
Fui para casa, e um mês passou... e nada.
Quero dizer-vos, que hoje, ando, faço a minha vida normal, mas com dores e ainda sem diagnóstico certo (o meu bebé tem 5 meses). Para chegar aqui, fui eu que tive de ir atrás de fisioterapia, terapias alternativas, consultas de osteopatia... E a aguardar a Reumatolgia da nossa saúde para me fazerem exames e ter diagnóstico. Mas já estive mais longe 🙏
O que quero passar nesta mensagem, foi o quanto me senti violentada emocionalmente no hospital onde estive, e pelos profissionais de saúde que passaram por mim.
Vi que nós mulheres, no século XXI, ainda somos tratadas como tubos de ensaio. Não há humanização nas entidades e nos profissionais de saúde (quero salvaguardar exceções, e 2 ou 3 anjos ainda apanhei no caminho, das quais sou inteiramente grata).
Perdi a confiança, fiquei revoltada, desiludida... e assustada.
Afinal ainda certamente irei precisar de cuidados, os meus filhos, o meu marido, os meus pais, a minha irmã... acima de tudo outras Mulheres que querem ser Mães.
Mães, que se sentiram desta forma e pior, peço-vos perdão por terem de passar por isto, quando deveria ser considerado uma benção e um previlégio para quem faz nascer um bebé.
Assim, deixo uma sugestão, que eu certamente já não irei seguir.
Sejam consultadas, seguidas e amparadas por Doulas.
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